Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

Tudo que eu queria te dizer, está dito.

"Rique,

há dois anos que eu pareço um disco riscado, repetindo sempre a mesma coisa, que eu gosto de você mas não gosto do seu esnobismo, gosto de você mas não gosto do seu jeito escorregadio, gosto de você mas não gosto da sua vaidade. Estou sempre falando as mesmas palavras, e a gente vai se desencontrando, se desentendendo, seja no silêncio ou na repetição, nunca se afastando realmente e também nunca juntos, uma lenga lenga que pode até parecer amor - eu acreditava que fosse amor, por isso passei esses dois anos controlando meu tom de voz, acendendo uma vela pra deus e outra pro diabo, querendo você perto e longe ao mesmo tempo, então repetia: gosto disso em você mas não gosto daquilo, sempre com medo de que você se irritasse de vez e fosse embora, mas com medo também que você ficasse e me fizesse sofrer mais e mais. Dois anos, Ricardo, pedindo pra você me deixar em paz e nas entrelinhas gritando: me ame, seu idiota! E você surdo, mudo, cego e burro, desperdiçando o que eu tenho de mais sagrado, de mais inteiro e mais honesto, você sempre foi covarde que eu sei. Covarde. É por isso essa carta agora, Ricardo, para mudar de tom e arriscar, vou dizer o que penso, mas agora sem contemporizar, não mais contrabalançando minha decepção com as coisas que eu gosto em você, vou te dizer apenas o que eu não gosto, e azar se isso nos separar de vez, já não há remendo possível de qualquer maneira.

Te acho não só covarde, como mascarado, ainda que bem disfarçado por trás da sua lábia e de suas inócuas intenções. Se você tivesse 17 anos, ainda dava pra entender essa sua fixação em seduzir por seduzir, para colecionar trófeus. Todo mundo passa por uma fase de auto afirmação, mas aos 35, Ricardo, já era hora de você parar de blefar e investir em algo real, um sentimento que preencha a vida, você acha isso tão aprisionante? Pois prisioneiro você já é desta tua auto imagem que propaga para qualquer rabo de saia e que é falsa, incipiente, ridícula. O que adianta fazer as mulheres caírem aos teus pés por dois ou três meses, se depois elas descobrem o engodo e passam a desprezá-lo? Se você fosse orgulhoso mesmo, reduziria o número de vítimas e aumentaria o número de amigas. Porque se continuar sendo moleque vai morrer bem sozinho, ou com alguma namorada de ocasião, dessas que não vão lhe dar filhos nem justificar seus dias gastos. Você gasta seus dias com o supérfluo. E se acha tão profundo.

"Outra apaixonada", você deve estar pensando. Não negarei, sou mesmo apaixonada por você, mas menos, bem menos do que já fui, pois já consigo enxergar quem você é, e quem você pensa que é, duas figuras bem distintas, pois você pensa que é especial, e não passa de uma caricatura de homem, de um disfarce bem feito, um boneco de cera daqueles que a gente diz, nossa, mas é igualzinho a um ser humano, só que olhando de perto a gente vê que a expressão não muda, o olhar não brilha, a pose é sempre a mesma.
Pobre você, don juanito, que teve mulheres bacanas na mão, não só eu, mas eu inclusive. Você que podia ter dado um basta nas suas pretensões e ter vivido um caso de amor igualzinho aos de seus amigos, bem demorado e bem curtido, mas ora, imagina, Ricardo Saraiva Paz Vieira, ilustre ninguém, não podia ser mais um, tinha que se destacar, e se destacou como um pretenso bom partido, enquanto não passava de um produto mal acabado de gente. Você prometia. Tinha, e tem, potencial. Só não sabe o que fazer quando chega a hora de se entregar, prefere escapulir feito um rato.

Rique, magoei você o suficiente para me odiar, para me chamar de maluca, para tripudiar sobre meu destempero? Não me importo, você pode estar menosprezando minhas palavras agora, mas elas vão entrar uma por uma na sua cabecinha, vão morar aí por alguns dias até que você consiga mais duas ou três trouxas que o distraiam e o façam esquecer de quem você realmente é, um arremedo de homem, um protótipo, um rascunho, isso, você é o rascunho do homem perfeito, um layout, fica sempre devendo a finalização, o mulherio paga e não te recebe, você deve achar isso muito divertido. Mas, escuta, o único palhaço aqui é você, porque no final das contas é você que resta sempre sozinho, sem uma história verdadeiramente bonita pra contar.
Hoje não tem quero e não quero, gosto e não gosto, acabaram-se os meus cuidados com você, o morde e assopra, você não merece meu carinho, meus elogios, meu apoio, nunca soubre retribuir nem agradecer, considera-se merecedor de todos os afetos, quem é você, um príncipe escondido nesse quarto e sala em que vive, dirigindo seu Corsa como se fosse uma nave espacial, olhe bem pra você, nem bonito você é, nem bonito.

É o homem que eu amo, e isso lhe deveria servir. Mas, se não serve, se você dispensa esse tipo de sentimento barato, fazer o quê?

Para mim é sofrimento localizado, e demorado, admito, mas não vai durar tanto quanto a sua catástrofe emocional, que é pra sempre.

Cecília"

Tudo que eu queria te dizer - Martha Medeiros.

Domingo, 28 de Junho de 2009

Cara de rica.

Outro dia fui a um aniversário de uma amiga, numa boate, dessas que cada um tem seu cartão de consumo. Adoro isso, cada um paga a sua, sem stress de dividir conta no final da noite.
Pedi uma garrafa de espumante, crente que ia ser minha companhia pro resto da noite. Porém, quando olho pro lado, dois seres que nunca vi na vida, mas que estavam na mesma mesa pois eram amigos da aniversariante, estavam lá, sorvendo da minha garrafa.
Vou desabafar com uma amiga, no meio da confusão da boate:
- Amiga, você blablablablablublublu? (não dava pra ouvir direito, o som altíssimo...)
- Heeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeein???
- VOCÊ!!!!! VOCÊ ACHA QUE EU TENHO CARA DE RICA??
- Heeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeein??
- EUU!!! EU, TENHO CARA DE RICAAAAAAA???
- DE BLABLABLA??
- ÉÉÉÉ!!!
- TEM!!!!!!
- É!! PORQUE TODO MUNDO DEVE ACHAR QUE EU TENHO CARA DISSO MESMO.
- Hum...

(...)

- EI!! VOCÊ PERGUNTOU O QUÊ MESMO NAQUELA HORA???
- SE EU TINHA CARA DE RICA!!!
- AH... EU ENTENDI CARA DE KENGA, POR ISSO QUE CONFIRMEI!!!

Tem dessas.

Mais uma carta pra quem não merecia.

Oi

Depois que você desligou, tive tempo pra pensar.

Você queria conversar. Queria deixar claro que não temos compromisso. Que não há contrato de exclusividade. Que a gente não podia se magoar caso encontrasse o outro na rua com outro alguém.

Eu sei que você quis jogar limpo comigo, e agradeço demais sua consideração, mas é que assim, a seco, fica muito difícil de engolir.

Agradeço a consideração, mas é que não sou mulher pra se considerar. Sou mulher pra se encarar.

Então, vamos encarar os fatos:

1) Eu iria, sim, ficar triste se visse você com alguém na rua. Você é especial pra mim.
2) Eu gostava de pensar que você também se entristeceria se me encontrasse aos beijos com outro cara. Assim, eu me sentiria especial, como você diz que sou.

Mas hoje, quando conversamos, eu não me senti especial. E vi que não faz sentido em insistir mais nessa nossa história. Não há expectativas, e em pouco tempo, o que é diversão para você se tornaria uma tristeza pra mim.

Por que eu não sei me dar pela metade.
Eu não sei dividir meu corpo com dois ou mais homens diferentes.
Eu não sei transar por transar.
Eu não sei fingir que não me importo.
Eu só sei viver intensamente, e por inteiro.

Eu sei que a gente não estava namorando, mas eu acreditava que a gente estava se permitindo: permitindo se conhecer, permitindo se gostar, se envolver. Aonde isso iria chegar, eu não sabia. Nem tinha pressa em descobrir.

Mas quando você me liga e fala, faltando apenas algumas letras para dizer claramente, que está saindo com outras pessoas e que eu não posso ficar chateada pois não temos um compromisso eu vejo que nesse momento você se livra do sentimento de culpa e está sendo honesto, sincero. Está jogando limpo. Parabéns.

Mas o que isso significa é que não adianta eu ser tão divertida, a gente se dar tão bem, você me admirar tanto, o sexo ser tão bom, o nosso senso de humor ser tão parecido ou eu ser o tipo de mulher que é pra vida toda.

"Pra vida toda", mas não agora.

Nem nos últimos sete meses.

Eu já soube investir, recuar, esperar, tudo na horinha certa. Eu investiria mais quanto tempo fosse, se eu percebesse que esse jogo poderia virar uma hora dessas. Mas não pode, e as minhas fichas se esgotaram. Parei com as apostas.

Jogo a toalha. Dizem que "quem não sabe brincar, não desce pro play". Então, não sei brincar, vou voltar pra casa, recolho o que deixei pelo caminho.

Guarde com carinho lembranças minhas.

Sexta-feira, 5 de Junho de 2009

Quanto vale um SIM.

Eu devia ler esse texto todo dia, para ver se aprendo a lidar com rejeição.
Sempre a Martha Medeiros.


"Você consegue um bom emprego na hora que bem entender? Você descola um
amor do dia pra noite? Entra num banco e sai de lá com um empréstimo
sem burocracia? Se você respondeu sim a todas essas perguntas,
parabéns... e fique atento para o horário de partida do seu disco
voador, pois a qualquer momento você terá que voltar para o seu
planeta!

Entre nós, terrestres, o sim é uma resposta rara. Na maioria das
vezes, não há vagas, não querem editar nossos poemas, não temos
fiador, a garota não quer ouvir os discos na sua casa, o garoto não
quer usar camisinha e o guarda de trânsito não foi com a sua cara e
vai multa-lo, sim senhor. Não está fácil pra ninguém.
Ao contrário do que possa parecer, esta não é uma visão pessimista da
vida. As coisas são assim, dão certo e dão errado. Pessimismo é
acreditar que um "não" seja uma barreira para realizar nossos planos.
Tem gente que fica paralisado diante de um não, nunca mais vai à luta.
Já o otimista resmunga um pouco e, em seguida, respira fundo e segue
em frente.

Quando eu tinha uns dezessete anos, mandei meus versos para um
concurso de poesia. Não ganhei nem menção honrosa. Daí entreguei meus
versos para o Mário Quintana avaliar. Ele não respondeu.
Neste meio tempo, eu estava apaixonada por um cara e ignorava minha
existência. Quando eu não estava pensando nele, fazia planos de morar
sozinha, mas o meu estágio não era remunerado.
Aí quis viajar para a Europa, mas não conseguira entrar num programa
de intercâmbio. Surpreendentemente, não passou pela cabeça a idéia de
me atirar embaixo de um caminhão.

Hoje tenho nove livros publicados, cinco deles de poesia, sou casada
com o homem que amo, tenho a profissão dos sonhos e viajo uma vez por
ano, e tudo isso sem ganhar na megasena, sem cirurgia plástica, sem
pistolão o pacto com o demônio. O segredo: cada "não" que eu recebi na
vida entrou por um ouvido e saiu pelo outro. Não os colecionei, não
foram sobrevalorizados; esperei sem pressa a hora do "sim". O "não" é
tão freqüente que chega a ser banal. O não é inútil, serve só pra
fragilisar nossa auto-estima. Já o sim é transformador. O sim muda sua
vida. "Sim", aceito casar com você; "sim", você foi selecionado;
"sim", vamos patrocinar sua peça; "sim", Ana Paula Arósio deu o número
do celular dela.
Quando não há o que detenha você, as coisas começam a acontecer sim."

Terça-feira, 2 de Junho de 2009

Noiva.

Essa eu tinha que dividir.

Uma amiga da Inglaterra tava dizendo que quando ela casar ela faz questão de que eu seja dama de honra dela. Começamos as piadas sobre aqueles vestidos de damas de honra, em cetim lilás, aquelas coisas toscas que só os ingleses são capazes de fazer.

Eis que vejo esse vestido.





Alguém me explique, por favor.

Sexta-feira, 29 de Maio de 2009

"Vai ser feliz".. que enganação.

Não tô conseguindo postar nada.
Nem msn tá servindo.
Agradeço à GVT, que não está me deixando ser feliz.
Nem fazer os leitores felizes.
Humpf.

Domingo, 24 de Maio de 2009

Qual o seu sonho?

A gente complica tanto as coisas.
Que cacete essa mania de querer que tudo dê certo, de alimentar sonhos como ser feliz, casar, ter dinheiro e visitar a Europa.
A gente tem que ser feliz com menos, gente.
Que nem a colega lá do trabalho. Sexta feira ela contou que tem um SONHO de ir ao Feiraguai.
Eu vou levar, gente.
Tadinha.

Meu sonho não podia ser conhecer a Feira do Rolo??

Invisível.

Hoje desliguei o celular e fiquei off no msn.
Só um livro me acompanha. E algumas canções.
Estou precisando de silêncio para me ouvir melhor.
Eu ando levando a vida sem pensar. Tô visitando a moça das idéias pra ver se me encontro. Mas ando distante disso.
Então, hoje resolvi ficar quietinha, tentando me ouvir.
Sinto falta da solidão da minha casa em Recife. Faz tempo que não me curto assim.
Aqui, vou acordando dia após dia e saio metralhando as oportunidades. Não existe estratégia, é tudo junto ao mesmo tempo agora.
E às vezes sou atropelada sem nem ter tempo de anotar a placa do caminhão que passou por cima de mim.
Então hoje, desliguei o celular e fiquei off no msn.
Um "dois alto" dessa confusão.
Eu que não quero falar sobre o que não sei.
Eu que não quero fugir de um inimigo que eu não sei de que lado vem.
Eu vou me esconder hoje embaixo da cama.
E não me venham dizer se isso é digno ou não.
Hoje eu não tô.

Adorei milhões!!!!

Marquei com o paquerinha de ver "A Bofetada". Eu já vi umas cinco vezes ou mais, mas não me canso.
Chegando ao teatro, deixo o simpático ir na frente à Bilheteria - eu continuo firme e forte na decisão de que não tomo mais prejuízos financeiros com esses caras. Basta os emocionais.
Pois bem, a simpatia pede duas inteiras e saca o cartão de crédito. Não aceita. Parênteses: Nunca aceita. Teatro em Salvador deve ser muito barato, porque nunca aceita cartão de crédito. Você chega a desembolsar 60 moedinhas de um real por um ingresso. Mas cartão de crédito, nunca.
Pois bem, o mocinho da bilheteria fez cara feia pro cartão de crédito dele. Ele olhou pra mim. Só aceitava Dinheiro (dinheiro, dinheiro, dinheeeeeiro messsmo) ou cheque.
O simpático não tinha sacado dinheiro. Eu, também não, para evitar esse tipo de situação, hehehe. Só tinha na bolsa toda a turma de meus cartões de crédito.
E agora?

- Moço, onde tem um caixa eletrõnico?
- Só na praça do Campo Grande.
(Chovia, mas choooovia... eu que não iria com ele, porque meu cabelo, pai, não guenta...)

A peça começava 20h. Eram 20:15h.
Tentamos negociar de pagar o ingresso quando a peça acabasse, deixando nossos documentos na bilheteria.
- Mas quando a peça acabar, meu filho, eu nem tô mais aqui...

Bom, redenção. O simpático do meu paquerinha olhou pra mim e deu a sentença final: Sou um burro.

Palmas para a brilhante conclusão.
Já iamos nos retirando, quando o moço da bilheteria me fez um sinal para esperar.
- Simpatia, ele pediu pra gente esperar.
- Você não entendeu errado não?
- Não.. ele disse, esperem aí.
Esperaremos.

De repente, volta o moço da bilheteria e nos dá dois ingressos.

- Poxa, obrigada, na saída a gente te paga.
- Meninos, eu tô DANDO esse par de ingressos para vocês. É cortesia. Vão se divertir!!

Gente. Nem tô acostumada a isso. Quase que ia lá dentro e beijava o tiozinho, levava ele pra jantar depois, só eu e ele.

Talvez tivesse sido melhor.

Humpf.

Sábado, 23 de Maio de 2009

New age

Outro dia ouvi uma conversa de que as mulheres estão se tornando os homens da relação. Conheço pelo menos umas três assim. Não se envolvem, mas fingem que estão envolvidas. Quando cansam, somem, sem dar explicação. Desligam o celular durante semanas. Ou então, colocam o moçoilo no banco de reservas, para uma noite de necessidade.
Tá virando moda.

Vou ver onde tem algum curso.

Quinta-feira, 21 de Maio de 2009

Ai, ai.

Eu tenho um cliente que é uma coisa de doido. Um gato! O pior: fica me dando bola, me dando corda pra eu me enforcar. Eu fico parecendo uma adolescente de 15 anos, tremendo, suando, gaguejando na frente do infeliz. Esperando aquela coisa maravilhosa passar do meu lado e soltar um beijo beeeem gostoso quando está chegando lá no trabalho.
Essa semana ele deu uma sumidinha. E eu tava meio ocupada com um paquerinha que resolveu tomar umas atitudes que espero há alguns meses. Então, passamos alguns dias sem nos falar.
Ontem ele ligou, me chamando de amor, perguntando quando é que a gente ia marcar uma resenha que estamos agendando há séculos. E que pelo andar da carruagem nunca vai sair.
Hoje, final de mês chegando, dei uma ligada pro gatinho:

- Olá.
- Meu amore... a que devo essa ligação?
- Na verdade eu resolvi tomar uma atitude e te fazer um convite. Mas você não pode recusar, pois é uma intimação.
- Eu nunca diria não a você.
- Promete? Promete que você vai aceitar meu convite?
- Tudo por você, você sabe que aqui você manda.
- Então tá. Amanhã de manhã, aqui no trabalho. Vamos fazer um produto pra eu fechar umas metas.


Hehehehehehehe. E ele vai. Colírio de manhã cedo, e meta batida. Pra quê melhor??

Malhação

Voltei pra academia.
Mas eu não dei em minha mãe pra fazer aquele treino louco de ficar correndo desesperada entre um exercício e outro.
No dia em que eu der em minha mãe e em meu pai eu faço tudinho.
Humpf.

Terça-feira, 19 de Maio de 2009

O que você busca?

A menina aqui voltou a visitar a médica das idéias. Aquela, que adora perguntar como eu me sinto. Como se eu soubesse como eu me sinto. Estou indo lá porque não sei. Não sei se sinto. Não sei se devia sentir. E às vezes, se sinto, não sei explicar o que é.

Às vezes não sei se o que sinto é coisa de sentir, sabe??

Fico pensando no dia em que eu responder: Me sinto assim, meio chocolate.

Surtou, ela vai pensar.

Mas é que às vezes é duro definir. Mas a moça das idéias gosta de definições. Preto no branco. E agora, ela quer que eu defina a pessoa que eu estou procurando. Qual o sentido disso? Deve ter algum. A gente não vai na padaria se quer comprar carne.

Eu não sei aonde devo ir pra encontrar quem eu procuro. Talvez algum lugar que seja bem iluminado, para que eu possa ver bem o seu belo sorriso. Ele deve sorrir, muito.
De preferência, que esse lugar não seja tão barulhento. Uma música ambiente, talvez, para que eu possa ouvir ele falando, ele contando histórias. De forma simples, mas divertida. E eu quero ouvir quando as pessoas rirem do que ele falar. Ele é engraçado e divertido. Debochado, nunca.
Eu preciso de um homem que me faça rir.
Que me conte histórias.
Que tenha amigos para que não me cobre em demasia por esse papel.
Esse lugar que eu iria seria um lugar bem agradável, confortável. Ele estaria comendo do bom e do melhor, por que ele sabe que merece o melhor. E ele não se contenta com pouco. E quando ele me visse, ele me reconheceria como o melhor.
Eu não quero um homem que se contente com pouco.
Eu não sou pouco.
A pessoa que eu procuro pode estar em qualquer lugar. Eu não vou reconhecê-la assim, de primeira. Eu vou reconhecer quando ela souber me colocar limites. Ela nunca vai aceitar tudo, dizendo que é o meu jeito de ser: "Ela é assim."
Eu não sou "assim". Eu posso melhorar sempre. Eu quero alguém que me instigue a mudar para melhor.
Essa pessoa pode estar numa boate dançando e bebendo e me conquistar com sua jovialidade e sua alegria, sua vontade de viver. Pode estar numa igreja, e ser a pessoa que eu espero poder me ensinar mais sobre fé. Ou que me permita ensinar.
Alguém que me aproxime mais de Deus.
Alguém que me aproxime mais de minha família.
Dos meus amigos.
De mim mesma.
Alguém que me fizesse esquecer que um dia eu fiz uma lista de tudo o que eu sempre quis em alguém.

Vale a pena?

Vocês já pararam para pensar nessa frase, assim ao pé da letra?

"Vale a pena?"

Eu hoje fiquei tentando chegar a algumas conclusões na minha vida. E fiquei pensando:

Ter uma amiga leal e disponível sempre ao nosso lado vale a pena de se sentir invadida e sufocada?

Ficar com um cara pelos bons momentos que ele nos oferece vale a pena de ter que lidar com a instabilidade de quem desiste das coisas ao menor sinal de dificuldade?

Arranjar um namorado vale a pena de deixar algumas baladas de lado. A torta de morango se sobremesa não vale a pena de engordar.

Valer a pena. Pena, no sentido de sofrimento.

Eu já ando tão sofrida, apanhando da vida mais do que mala velha pra tirar poeira, que ando duvidando de tudo que comece com "Vale a pena".

Na maioria das vezes, não vale.

Segunda-feira, 18 de Maio de 2009

Que livro você é?

Façam o teste: fiquei feliz com o meu resultado. De acordo com o teste eu sou o livro "Doidas e Santas", da Martha Medeiros. Me encontrei, primeiro porque adoro esse livro e tudo que a Martha escreve. Segundo, pela descrição:

Moderninha e solteira, ou radiante de véu e grinalda? Eis a questão da jovem (ou nem tão jovem) mulher profissional, cosmopolita e, apesar de tudo, muito romântica. Eis a sua questão! Confesse: quantas horas semanais você gasta conversando sobre encontros e desencontros sentimentais com as suas amigas? Aliás, conversando não. Analisando, destrinchando... Mas isso não quer dizer que você só questione a existência de príncipe encantado, não. A vida adulta hoje não está fácil para ninguém, como bem mostram as 100 crônicas de "Doidas e Santas" (2008), que retratam os sabores e dissabores da vida sentimental e prática nas grandes cidades.

Façam o teste!!

http://educarparacrescer.abril.uol.com.br/leitura/testes/livro-nacional.shtml

Domingo, 17 de Maio de 2009

Tomando Folêgo

Deu saudade disso aqui... e eu continuo tendo tanta história pra contar...
Então, decidi: vou voltar a escrever no blog.
Mas primeiro eu vou ali tomar uma cerveja pra decidir se devo esquecer ou não a noite de ontem...

Domingo, 26 de Outubro de 2008

Pra você que não foi.

Perdoem-me, mas hoje a única coisa que preenche tudo o que eu queria dizer é um texto, que não é meu, mas eu gostaria que tivesse sido. Assim, com um pouco mais de talento e um pouco mais de coragem, eu enviaria esse texto à pessoa que resolveu sair da minha vida, sem nunca ter entrado de fato.

"Da última vez que nos vimos até agora faz apenas três dias e poucas horas. Mas pra mim parece uma eternidade. Talvez um pouco menos que isso. E não pense que é porque sinto sua falta, morro de saudades, preciso falar e sentir você de novo. Não é nada disso. É que não sei esperar e meu pensamento funciona muito mais rápido do que eu gostaria (não era eu que queria aprender a meditar?). Queria poder esperar um mês ou um ano pra dizer o que penso agora, mas não sei se consigo.


No meio do engarrafamento das dezoito e trinta pensei o quanto ficamos no raso. Conheci pessoas que namoraram, casaram e engravidaram nesse tempo, em apenas dois meses – um exagero. Longe de querer isso para mim e você, mas pelo menos achei que poderíamos ter nossa música, ter nosso lugar, ter nossas próprias piadas, ter nosso restaurante, ter nosso filme. E nesses três poucos dias, imaginei que não vai demorar muito para eu esquecer você. Um amigo falou: faltou intensidade. Concordei e pensei mais ainda: tava muito morno. E morno, só banho.


Ainda não consegui, nesses três poucos dias, entender o que aconteceu pra você, como me disse, desacelerar. Sei que são coisas que não se falam, por diversos motivos. No alto dos meus mais de trinta anos, aprendi que é melhor não perguntar. Quem pergunta o que quer ouve o que não quer. Melhor o mistério do que ouvir que você deixou de se interessar por mim, que viu defeitos, que se apaixonou por outra, que queria apenas uma distração e agora não quer mais. Minha

auto-estima não tem infra-estrutura para tais verdades.


Vou tentar esperar um mês para dizer tudo isso. Ou nem vou chegar a dizer porque daqui a trinta dias já vou ter esquecido tudo que disse respeito ao tempo em que ficamos juntos. Você vai passar sem nunca ter existido. Totalmente sem dor e sem amor. Totalmente sem graça. Fazia tempo, exatamente dezesseis anos, que não tinha um relacionamento tão insosso. E, por mais estranho que seja, provavelmente vou agradecer por ter sido assim."


Texto do blog Redatoras de Merda, bom demais.


Quinta-feira, 23 de Outubro de 2008

Namoro virtual.

Certa feita tive um namoro virtual. (Tá, vai dizer que você nunca teve?)

Chamo de namoro virtual, pois nunca conheci a criatura, era aquela coisa de web cam, telefone e email. Se quer saber, hoje nem consigo entender como me meti nessa, soa como loucura essa história de namoro sem sexo, beijo e abraço.

Voltemos ao meu namoro tamagoshi. Meses namorando o bruto, que era português. A comunicação era péssima, e as ligações internacionais, idem. Mas durou uns três meses até que marcamos de nos ver. Um fim de semana aqui no Brasil de muita paixão.

Acontece que o simpático nunca chegou. Quer dizer, chegar, chegou, que eu sou meio detetive e monitorei cada passo dele desde Lisboa até o Brasil. O bastante para saber quando ele desceu em Recife, se hospedou em uma pousada e saiu de lá acompanhado de uma loira. (Eu falo sério quando digo que sou meio detetive.)

O fim de semana inteiro o bruto ligava para dizer que estava chegando, que tinha perdido a mala, e eu me fazendo de besta para ver até onde a cara de pau dele chegava (ou como diz minha mãe: me fazendo de doente pra ser visitada...). E não tinha fim. Resumo da ópera: ele tinha uma namorada em Recife, estavam brigados e ele veio fazer as pazes.

Entre a falta do que fazer e o ódio de uma mulher ferida, consegui o contato da tal loira, que era um doce de pessoa.Cada uma contou sua história, juntamos nossa raiva e escorraçamos o infeliz das nossas vidas, pois era um louco daqueles de jogar pedra.

Ficamos amigas e o louco ainda ligava chorando de Portugal todos os dias, me pedindo perdão pelo que tinha feito. Fui morar em Recife, ficamos mais próximas uma da outra e ainda o louco persistia em aparecer. Soube histórias dele de arrepiar, coisa de filme de terror. Até queixa na polícia a loira teve que dar, pelas ameaças que ele fazia. Fiquei feliz por ter pulado uma fogueira com o portuga psico e enterrei essa história no fundo do báu dos cafajestes, onde guardo boas histórias para contar em mesas de bar e blogs.

Domingo desses saí com umas amigas e elas resolveram listar todos os meus fracassos amorosos:
Stress já foi noiva de pagodeiro, prometida de muçulmano, namorada de psicótico, apaixonada por problemáticos e tamagoshi de português.

E rimos tanto naquele domingo imitando o sotaque e as bobagens que o infeliz falava naquele tempo que na segunda feira seguinte, às 10 horas da manhã, sentado na minha mesa de trabalho segurando o presente prometido 3 anos atrás, eu conheci o português mais psicótico de todos os tempos. Gelei quando ele se apresentou, tive medo, pavor.

E é por isso que hoje meu orkut está totalmente bloqueado: foi por ali que ele, de portugal, descobriu tudo sobre minha vida, inclusive o endereço de onde eu trabalhava. Ele me cercou durante todo o dia, e me ligou durante toda a semana que passou aqui no Brasil, e eu passei por momentos de horror.

Lição do post: Num tá vendo que namoro sem sexo num pode prestá, Ninha?????

Hehehehe, eu me fodo, mas depois me divirto.

Anos 80

Ganhei um presente via email.

O link da rádio Trash 80's. É ligar o computador, acessar e entrar numa máquina do tempo direto para os anos 80. Se eu pudesse, ficava por lá.

A estação Brega é minha preferida. Mas todas, TODAS têm pérolas inesquecíveis.

Segunda-feira, 20 de Outubro de 2008

Atchim!!

Xô poeira.

Tem algum leitor aí para o qual devo voltar?

Carente, gente.

Sábado, 19 de Julho de 2008

Fiscais...

Mania que todo mundo tem de fiscalizar tudo.

Ontem lá no trabalho, tinha uma cadeira que geralmente fica no atendimento ao cliente, mas colocaram na nossa sala interna.

Chega um fiscal:

- O que essa cadeira está fazendo aqui?

- Acho que foi da reunião que teve mais cedo e alguém acabou esquecendo ela aí.

Pronto. Explicado. E ninguém guardou a cadeira. Ela continuou ali até que o próximo fiscal viesse fazer a mesma pergunta besta.

E eu novamente respondi, acrescentando: É pra botar ela lá fora de novo.

10 minutos depois, ninguém tinha guardado o inferno da cadeira. Nem eu, obviamente.

Chega o terceiro com mania de fiscal. Senta na cadeira e fica se balançando, feliz da vida. Motivo da felicidade: Aparentemente, uma cadeira. Olho pra ele, tentando entender a cena. E então, ele pergunta:

- Porque essa cadeira tá aqui, hein??

- Ah, um cliente mijou nela, aí deixamos ela aí pra lavar....

Eu pagaria pra ver aquela cara e aquele pulo de novo...

Hehehehe

Quarta-feira, 9 de Julho de 2008

Respirar

Faz esse exercicio e depois me conta:

Respira fundo pelo nariz, inchando bem a barriga. Prende 8 segundos. Solta pela boca.

Faz 5 vezes. Te acalmou???

Eu me acalmo.

Mas ultimamente, tenho que fazer em média uma série de 15, MUITAS vezes ao dia.

Só pra voces terem noção de como ando nervosa e estressada.

Sim, voltei das férias.

Quarta-feira, 2 de Julho de 2008

Mudanças...

Levante a mão quem gosta de mudança.

"Depende da mudança", alguns me dirão. Mudar de casa, de namorado, de vida... pra melhor, ou pra pior, eis a questão.

Eu estou em fase de mudança. Mudei de cidade, e estou feliz com isso. Salvador é meu lugar, embora me sinta tão cidadã do mundo que é só me apontar uma direção e eu já estou fazendo as malas. Eu sinto saudade de Recife e das histórias que deixei por lá, é claro. Mas nada, nada como a nossa terra.

E continuam as mudanças. De apaixonada à iludida. De iludida à resignada. De resignada a indignada. De indignada à indiferente. Apresentos-lhe as fases do esquecimento de uma paixão, se é que alguns já não as conhecem. Esquecer é difícil, mas é inevitável. Essa é a boa notícia.

Em breve estarei mudando de casa, comprando uma coisa pra mim, o que é um grande passo na vida da gente. Estou andando pra frente. E mudança só é boa mesmo assim. Pra frente, e não pra trás. Sem falar nas coisas que não nos servem mais: Essa é uma bo oportunidade pra se livrar delas. Vai desde uma roupa que não cabe mais (Rá!! Essa também é uma mudança DELICIOSA: Uma barriga sequinha, conquistada a muito custo!!! Eu tenho, eu tenho, eu tenho!!! Hohoho!!!) até lembranças mofadas. Livremo-nos de tudo que não presta: Pra onde eu vou, só levarei o que me agregar felicidade e sabedoria.

Terça-feira, 1 de Julho de 2008

I'll be back

Dei férias pra mim mesma. E consequentemente, pro blog. Eu tambem nao tinha muito o que dizer. Na verdade, até tinha. Mas nao consegui escrever atordoada por tantos sentimentos.

Mas estou me preparando pra volta. E sem falsa modéstia, estou me achando muito melhor agora.

See you soon.

Quarta-feira, 9 de Abril de 2008

E entao...

E entao que estou em casa. Voltei pra Bahia.

Estou numa casa que ainda nao posso chamar de minha, num quarto que nao me cabe, num teclado desconfigurado que nem acento tem.

Andei oscilando entre momentos de felicidade e de tristeza. Feliz por voltar pra minha terra. Por estar perto dos meus amigos e familia. Triste por ter terminado um namoro que eu quis tanto que desse certo, com alguem que eu achava ser tao especial. Feliz de novo por isso ter acontecido quando eu estava aqui perto dos amigos. Feliz de novo por ter um trabalho que gosto e que me envolve e nem me da tempo de ficar triste. Triste nos momentos em que penso nas coisas que eu poderia ter dito a ele. Conformada, por saber que nada que eu dissesse mudaria a situaçao.

Enfim, uma montanha russa sentimental.

Terminei o namoro no dia do meu aniversario. Mas eu ja sentia, eu sinto essas coisas... Senti no dia em que ele me deu uma noticia sobre a carreira dele, um premio que ele tinha ganhado. E naquele momento, eu quis ficar feliz por ele, mas meu coraçao se apertou e me sussurrou que eu o havia perdido. E foi assim, o rumo dele mudou e nossos caminhos divergiram de novo. Na teoria foi assim. Na pratica, senti que tudo que ele falou, que ele prometeu nao passou de uma brincadeira. Me sinto enganada, vilipendiada, mais por mim, do que por ele. Uma tonta.

Mas dessa vez, agi diferente. Me dei o direito de sentar e chorar um dia. Um dia pra enterrar a historia, pra curtir o luto da minha perda. Soh um dia e nem mais um segundo. Eh vida que anda.

E feliz de novo por saber que tudo passa. E volta e passa de novo.

Hehehehehe

Domingo, 6 de Abril de 2008

Vampiros

Eu não acredito em gnomos ou duendes, mas vampiros existem. Fique ligado, eles podem estar numa sala de bate-papo virtual, no balcão de um bar, no estacionamento de um shopping. Vampiros e vampiras aproximam-se com uma conversa fiada, pedem seu telefone, ligam no outro dia, convidam para um cinema. Quando você menos espera, está entregando a eles seu rico pescocinho e mais. Este "mais" você vai acabar descobrindo o que é com o tempo. Vampiros tratam você muito bem, têm muita cultura, presença de espírito e conhecimento da vida. Você fica certo que conheceu uma pessoa especial. Custa a se dar conta de que eles são vampiros, parecem gente. Até que começam a sugar você. Sugam todinho o seu amor, sugam sua confiança, sugam sua tolerância, sugam sua fé, sugam seu tempo, sugam suas ilusões. Vampiros deixam você murchinha, chupam até a última gota. Um belo dia você descobre que nunca recebeu nada em troca, que amou pelos dois, que foi sempre um ombro amigo, que sempre esteve à disposição, e sofreu tão solitariamente que hoje se encontra aí, mais carniça do que carne. Esta é uma historinha de terror que se repete ano após ano, por séculos. Relações vampirescas: o morcegão surge com uma carinha de fome e cansaço, como se não tivesse dormido a noite toda, e você se oferece para uma conversa, um abraço, uma força. Aí ele se revitaliza e bate as asinhas. Acontece em São Paulo, Manaus, Recife, Florianópolis, em todo lugar, não só na Transilvânia. E ocorre também entre amigos, entre colegas de trabalho, entre familiares, não só nas relações de amor. Doe sangue para hospitais. Dê seu sangue por um projeto de vida, por um sonho. Mas não doe para aqueles que sempre, sempre, sempre vão lhe pedir mais e lhe retribuir jamais.

Martha Medeiros.

E de novo, preciso dizer mais o que...

Sumi.

Sumi porque só faço besteira em sua presença, fico mudoquando deveria verbalizar, digo um absurdo atrás do outro quandomelhor seria silenciar, faço brincadeiras de mau gosto e sofroantes, durante e depois de te encontrar.Sumi porque não há futuro e isso não é o mais difícil delidar, pior é não ter presente e o passado ser mais fluido que o ar.Sumi porque não há o que se possa resgatar, meu sumiço écovarde mas atento, meio fajuto meio autêntico, sumi porquesumir é um jogo de paciência, ausentar-se é risco e sapiência,pareço desinteressado, mas sumi para estar para sempre do seulado, a saudade fará mais por nós dois que nosso amor e sua desajeitada e irrefletida permanência.

Martha Medeiros.

E eu nem preciso dizer mais nada.

Sexta-feira, 29 de Fevereiro de 2008

A saudade que não passa.

Minha bichinha foi embora.

Depois de 13 anos ao nosso lado, alegrando a casa, chateando as visitas, me encarando e entortando a cabecinha, como quem não entendesse. Muitos lacinhos e muitos biscoitinhos depois. Depois de muito dançar comigo, quando eu pegava ela no colo e a sacudia ao som de alguma música. As orelhinhas balançando, como fiz no carnaval ao som de "A Fila andou."

Sentia tanta saudade dela enquanto morei longe. Quando morei na Inglaterra, eu ia pro Cyber e minha mãe coloca ela na frente da Web Cam pra eu matar a saudade. Eu lembro que chorei na primeira vez. Estava de lacinho verde.

Aí, me mudei pra Recife. Ela fez falta. E quando eu voltava pra casa, as orelhinhas dela sofriam de tanto eu puxar. Depois ela ficou doente e ninguém descobria o que havia. Tantos exames, tantos litros de soro, tanta fraldinhas, tantos meses sofrendo e ela se foi.

Eu sei que foi melhor assim. Eu pedi a Deus que desse fim ao sofrimento dela, pois a gente não tinha coragem de desistir dela. E ele assim fez.

Chorei tanto. Não consigo me acostumar com a idéia de que ela não existe mais. Minha bichinha, minha nega branca. Saudade dos anos que você me fez feliz.


Não sei porque você se foi
Quantas saudades eu senti
E de tristezas vou viver
E aquele adeus não pude dar...

Você marcou na minha vida
Viveu, morreu
Na minha história
Chego a ter medo do futuro
E da solidão
Que em minha porta bate...

E eu!
Gostava tanto de você
Gostava tanto de você...

Eu corro, fujo desta sombra
Em sonho vejo este passado
E na parede do meu quarto
Ainda está o seu retrato
Não quero ver prá não lembrar
Pensei até em me mudar
Lugar qualquer que não exista
O pensamento em você...

E eu!
Gostava tanto de você
Gostava tanto de você...

Domingo, 24 de Fevereiro de 2008

O Vilão da história.

Eis que sobe no palco o vilão.

Ele, que rouba descaradamente nossas esperanças, pois sabe demais. Ele sabe o que a gente já passou. Ele sabe onde dói. Onde aperta o sapato. Ele sabe, e ele finge que está ali do nosso lado pra nos proteger para que nada daquilo que já sofremos se repita. Mas é mentira. Ele está ali somente pra nos atazanar. Pra ficar nos relembrando as coisas ruins que já vivemos, e dizendo, como quem roga uma praga, que tudo vai se repetir.

Vilãozinho de quinta categoria. Aquele que escalda o gato com água fria. O Medo.

Eu então, sou um prato cheio pro Medo. Pense numa merda tamanho Extra G. Já aconteceu comigo. Pense em todas as sacanagens que podiam ter aprontado com alguém. Já aprontaram comigo. Eu podia pensar que agora o Universo pede clemência e me manda de volta uma pessoa pra me compensar por tudo que já passei. Mas não. Eu fico esperando a próxima rasteira.

O que por si só já é uma sacanagem. Eu tenho medo de me entregar, já estando entregue. Tenho medo de me apaixonar, já apaixonada. Medo de fazer planos, quando já os faço, apenas não os assumo. Pra que serve o medo então??

Serve pra estragar as promessas que ouço. As juras de amor. O próximo encontro marcado pro mês que vem, que o Medo, esse sacana, me jura que não vai acontecer, lá lá lá.

Não me protege de porra nenhuma, o Medo. Apenas não me deixa viver sem arrastar correntes barulhentas que lembram meu passado.

Quando meu irmão era pequeno, eu dizia que sabia uma mágica. Mandava ele pro banheiro, dizia que ele fechasse a porta e fizesse qualquer gesto: desse língua, colocasse o dedo no nariz, pulasse de um pé só, e eu, do lado de fora, diria a ele exatamente o que ele estava fazendo.

E lá ia ele. Fechava a porta do banheiro, fazia alguma macaquice lá dentro e gritava:

- O que eu estou fazeeeeeeeeendooooo????

Ao que eu respondia, meigamente:

- PAPEL DE PALHAAAAAAAAÇO!!!!

Era engraçado.

Hoje não é mais. Estou com medo de estar fazendo papel de palhaça.

Sábado, 23 de Fevereiro de 2008

Inferno astral

E está se aproximando o mês do meu aniversário. O maldito do horóscopo já tá aqui falando de inferno astral. Que eu preciso de mudanças. Que eu não terei paciência para esperá-las.
Dã. Grandes novidades.

Oras, carácoles, quem não precisa de mudanças?? Quem, em sã consciência, solteira, morando numa cidade sozinha, sem amigos, só por trabalho, tem paciência para esperar que as mudanças cheguem no tempo certo??

Quem não gosta de mudar de ares, de ganhar mais, de namorado novo, de vida nova, de ganhar na mega sena???

Aff. Esse inferno astral chega cada ano mais cedo.

Odeio horóscopo.

Sexta-feira, 22 de Fevereiro de 2008

Nem me abalo...

A indiferença, não o ódio. Ela sim é o contrário do amor.

Não vou ocupar-me mais a enraivecer com tuas tolices, mendigando por continuar na minha vida a qualquer custo.

Vivendo de rastros.

Indiferença:

Ela que cabe a ti, proporcional ao amor que tive.

Que nem foi amor, posto que acabou.

Novis.

Seguinte. Tô namorando. Sim, vocês lembram de toda aquela viadagem, sem saber se eu ia ou não ia pra Bahia ter um Remember com um ex meu que mora no cú do Judas.
Fui. E aqui estamos nós, juntos de novo, quase dois anos após termos terminado.
Tô feliz sim, e apaixonada também.

Mas confesso. Estremeço às vezes. Senão não tinha graça.

Dá medo sofrer de novo, e que amor não já vem com sua dose de sofrimento??

Dá ódio da distância entre a gente, que estamos tentando resolver a todo custo, mas a minha impaciência ainda existe.

Dá medo de fazer papel de boba novamente. De chorar, se descabelar.. de dar tudo errado.

Mas mesmo assim, com todo esse medo, eu resolvi tentar de novo.

Passarinho que come pedra sabe o cú que tem.

Comecei 2008 bem romântica.

Agora começou 2008!

Sumi.

Sumi por algumas vezes não ter o que dizer.

Ou achar que ninguém se importaria com o que seria dito.

Mas resolvi voltar. O ano começou.

E eu já desci pro Play.

Sexta-feira, 25 de Janeiro de 2008

Eu não posso mais

Eu tava aqui tentando não pensar no seu sorriso
Mas me peguei sonhando com sua voz ao pé do ouvido
E te liguei
Me encontro tão ferida, mas te vejo ai também em carne viva
Será que não tem jeito?
Esse amor ainda nem nasceu direito, pra morrer assim

Se você pudesse ter me ouvido um pouco mais
Se você tivesse tido calma pra esperar
Se você quisesse poderia reverter
Se você crescesse e então se desculpasse
Mas se você soubesse o quanto eu ainda te amo
É que eu não posso mais

Não vou voltar atrás
Raspe dos teus dedos minhas digitais
Eu não vou voltar atrás
Apague da cabeça o meu nome, telefone e endereço
Eu não vou, eu não vou voltar atrás
Arranque do teu peito o meu amor cheio de defeitos

Me mata essa vontade de querer tomar você num gole só
Me dói essa lembrança das suas mãos em minhas costas
Sob o sol da manhã
Você já me dizia: conheço bem as suas expressões
Você já me sorria ao final de todas as minhas canções
Então por que?

Se você pudesse ter me ouvido um pouco mais
Se você tivesse tido calma pra esperar
Se você quisesse poderia reverter
Se você crescesse e então se desculpasse
Mas se você soubesse o quanto eu ainda te amo
É que eu não posso mais

Não vou voltar atrás
Raspe dos teus dedos minhas digitais
Eu não vou voltar atrás
Apague da cabeça o meu nome, telefone e endereço
Eu não vou, não vou voltar atrás
Arranque do teu peito o meu amor cheio de defeitos
Cheio de defeitos...

Quinta-feira, 24 de Janeiro de 2008

Os brutos também amam.

- Aí eu peguei e disse: "porra, velho, vc eh foda!".. me estressei mesmo, que jumentice, pediu pra ser burro no vale do eco, só pode!! Sabe que só nasce uma vez e nasce burro porque quer.

- Rsrsrs

- Tá rindo de quê?

- De nada.

- Porra de tá rindo de nada. Tá rindo de mim?

- Não. De uma coisa que eu pensei hoje. Eu ia te dizer isso mais cedo ou mais tarde, pois é uma declaração de amor.

- Ué, então diz.

- Baby, você é minha versão feminina. Eu sou sua versão masculina. Não é lindo isso?

- É? Hum... Mas eu não entendi.

- Veja só: Você é mal humorada, estressada e grossa. Igual a mim!

- Que diabo de declaração de amor é essa?

Noite Feliz.

Essa noite sonhei que estava na Inglaterra. Foi tão bom. Passeei pelas ruas q eu tanto gostava, ia no ASDA comprar profiterole, e tudo isso numa otima companhia.
Eu passava pelos lugares e contava histórias e casos que tinham acontecido ali. Apontava gente na rua, corria do frio... tão feliz.

Tão bom essa coisa de sonhar. Matei a saudade e foi perfeito.

Pelo menos me fez esquecer o pesadelo de ontem, que me fez ficar com medo e angustiada o dia todo, achando que a qualquer hora o cara do sonho ia aparecer e disparar aqueles tiros todos na minha cara.

Aff.

Segunda-feira, 21 de Janeiro de 2008

Né?

É difícil escrever quando não se tem certeza de nada.

Há mesmo esse tipo de felicidade, que paraliza de medo?

Pode -se ser feliz assim?

Pode -se apaixonar sem incertezas?

Há mesmo uma forma de ganhar sem ser apostando?

É difícil acreditar nas pessoas, quando não acreditamos nem em nós mesmas, não é?



Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2008

O mundo não é maternal

Eis que minha mãe, aquela que está de mal comigo e que ligou alguns minutos atrás e travou o seguinte diálogo: "Oi, você tá bem? Só liguei pra saber se está bem. Tá, tchau.", resolveu me mandar um texto por email. Indireta braba. Adoro a Martha Medeiros, mas ela devia manter alguns textos dela distante de mãos perigosas. Viram uma arma!

Segue a bazuca:

"É bom ter mãe quando se é criança, e também é bom quando se é adulto.
Quando se é adolescente a gente pensa que viveria melhor sem ela, mas
é um erro de cálculo.

Mãe é bom em qualquer idade. Sem ela, ficamos órfãos de tudo, já que o
mundo lá fora não é nem um pouco maternal conosco.

O mundo não se importa se estamos desagasalhados e passando fome. Não
liga se virarmos a noite na rua, não dá a mínima se estamos acompanhados por maus elementos. O mundo quer defender o seu, não o
nosso.

O mundo quer que a gente fique horas no telefone, torrando dinheiro.
Quer que a gente case logo e compre um apartamento que vai nos deixar
endividados por vinte anos. O mundo quer que a gente ande na moda, que
a gente troque de carro, que a gente tenha boa aparência e estoure o
cartão de crédito.

Mãe também quer que a gente tenha boa aparência, mas está mais
preocupada com o nosso banho, com os nossos dentes e nossos ouvidos,
com a nossa limpeza interna: não quer que a gente se drogue, que a
gente fume, que a gente beba.

O mundo nos olha superficialmente. Não consegue enxergar através. Não
detecta nossa tristeza, nosso queixo que treme, nosso abatimento. O
mundo quer que sejamos lindos, sarados e vitoriosos para enfeitar ele
próprio, como se fôssemos objetos de decoração do planeta. O mundo não
tira nossa febre, não penteia nosso cabelo, não oferece um pedaço de
bolo feito em casa.

O mundo quer nosso voto, mas não quer atender nossas necessidades. O
mundo, quando não concorda com a gente, nos pune, nos rotula, nos
exclui. O mundo não tem doçura, não tem paciência, não pára para nos
ouvir. O mundo pergunta quantos eletrodomésticos temos em casa e qual
é o nosso grau de instrução, mas não sabe nada dos nossos medos de
infância, das nossas notas no colégio, de como foi duro arranjar o
primeiro emprego.

Para o mundo, quem menos corre, voa. Quem não se
comunica se trumbica. Quem com ferro fere, com fero será ferido. O
mundo não quer saber de indivíduos, e sim de slogans e estatísticas.
Mãe é de outro mundo. É emocionalmente incorreta: exclusivista,
parcial, metida, brigona, insistente, dramática, chega a ser até
corruptível se oferecermos em troca alguma atenção. Sofre no lugar da
gente, se preocupa com detalhes e tenta adivinhar todas as nossas
vontades, enquanto que o mundo propriamente dito exige eficiência
máxima, seleciona os mais bem-dotados e cobra caro pelo seu tempo.

Mãe é de graça.

Boa notícia?

Ocorre que depois de pesar os prós e os contras e não chegar a conclusão alguma, resolvi me inscrever para umas vagas que abriram na Bahia, lá da empresa. Resolvi que é melhor eu me jogar agora antes que a situação aqui se complique. Aproveitar a oportunidade, dar valor às outras cosias da vida senão o trabalho: amigos, família, minha Bahia.

Fui contar pra minha mãe que há uma grande possibilidade de eu voltar pra Bahia em poucos meses. E claro, tentar dizer a ela que não estou cogitando a possibilidade de voltar a morar com ela. Nâo dá certo, sabe? A gente se machuca demais, a gente se faz chorar, é um inferno. Não dá certo. E como tudo que eu quero é paz, tô disposta a gastar alguns barõezinhos com o aluguel, tudo pela paz do mundo.

E acontece o que? Acontece que ela tá de mal. Antes de ficar de mal ela já jogou umas praguinhas. Que eu só vou poder pagar um apartamento no cú do judas, que eu nunca vou ter dinheiro pra nada, que isso, aquilo, whiskas sachê e o caralho a quatro.

Inferno.

Quarta-feira, 16 de Janeiro de 2008

Aqui - Ana Carolina

Aqui
Eu nunca disse que iria ser
A pessoa certa pra você
Mas sou eu quem te adora

Se fico um tempo sem te procurar
É pra saudade nos aproximar
E eu já não vejo a hora

Eu não consigo esconder
Certo ou errado, eu quero ter você
Ei, você sabe que eu não sei jogar
Não é meu dom representar

Não dá pra disfarçar
Eu tento aparentar frieza mas não dá
É como uma represa pronta pra jorrar
Querendo iluminar
A estrada, a casa, o quarto onde você está

Não dá pra ocultar
Algo preso quer sair do meu olhar
Atravessar montanhas e te alcançar
Tocar o seu olhar
Te fazer me enxergar e se enxergar em mim

Aqui
Agora que você parece não ligar
Que já não pensa e já não quer pensar
Dizendo que não sente nada

Estou lembrando menos de você
Falta pouco pra me convencer
Que sou a pessoa errada

Não dá pra ocultar
Algo preso quer sair do meu olhar
Atravessar montanhas e te alcançar
Tocar o seu olhar
Te fazer me enxergar e se enxergar em mim
Em mim... Aqui

Maybe

Meninos, eu fui. Fui mesmo. Fui e me entreguei. Até agora não posso dizer se me arrependo de ter ido. Talvez não por uns tempos. Talvez em breve.

Fui pra Bahia mexer no que tava quieto. Crente, crente que estava indo prum fim de semana piriguético, botando pá fuder, miseravona. Achando que ia chegar botando, e sair de lá com o corpo quente e o coração gelado.

Tava até com dúvida, vocês lembram?? Na verdade eu tinha era medo de chegar lá e descobrir que o cara não mexia nem mais um tico comigo, e acabar com a magia daquelas conversas que tinhamos no msn, alguns telefonemas... Medo de descobrir que não tinha mais nada a ver.

E não foi bem assim. Cheguei e PUFT. Parecia que eu tinha recomeçado de onde havia parado. Nada de silêncios sem graça, sorrisos amarelos, beijo-ou-não-beijo. Nada era pra ter dúvida: pega logo na mão, dá logo um abração, dá cá um beijo. Vamos ver minha família, conhece a minha mãe, vamos no cinema, praia, vamos tomar todas, vamos rir de bobagens, vamos se beijar até os lábios mudarem de cor, vamos falar da gente, não vamos prometer nada, como eu sinto falta de você, como você é especial, por que a gente tem que morar tão longe, eu te adoro, eu te adoro, eu te adoro.

Voltei com o coração cheio de dúvida e de saudade. Chorei por não saber, não entender. Por lembrar de como é bom fazer um cafuné nele, ouvir as histórias dele, ver que a gente se combina. Mas que não dá, por tantas razões.

A gente tem se falado desde que voltei, todos os dias. Várias mensagens por dia, falando da saudade que chega faz doer, como disse ele. Ele não fez nenhuma promessa dessa vez, mas isso não o faz menos perigoso, pois já aprendi a me iludir sozinha, sem que alguém precise me iludir.

Portanto, é melhor que fiquemos por aqui.

Terça-feira, 8 de Janeiro de 2008

Yes, no, maybe...

Sabe quando você acha que você quer uma coisa, mas depois você acha que nem quer tanto assim e que o melhor que tem é deixar quieto?

Tô assim. Nem queria.

A situação é essa:
Namorei um cara, e arriei 4 pneus e estepe pelo infeliz. Mó mar de rosas, o bruto morava nos cafundós, eu me mudei pra Recife, e da noite pro dia ele decidiu que não dava mais, que cada dia ficávamos mais distantes geograficamente falando um do outro, me deixando a ver navios. Depois disso ele foi e se mudou pro quinto dos infernos, e eu decidi esquecer ele com Mr Commited.
Com sucesso.
Tanto sucesso, que nem tive medo quando ele se reaproximou com o papo de amizade. Curto o cara, sabe? Gosto dele, a gente se diverte horrores, se dá bem de verdade. Seria um daqueles amigos que se eu morasse junto dele, iríamos curtir muito. Ficamos amigos de msn, de telefonemas esporádicos, em datas especiais ou quando a saudade bate. Coisa básica. Até combinamos que se chegarmos aos 34 anos sem casar, a gente casa um com o outro. Ti meigo.
A gente se gosta de verdade. Nada de paixão. A gente se acha especial um pro outro.
Definido, bem definido.
O problema é que ele veio passar as férias na Bahia e está apenas a uma hora de avião de euzinha. Ligou, e está pedindo pra me ver. Eu vou ué.

ka ka ka. Se eu tivesse decidido assim.... Quando ele desliga o telefone e diz: "Então tá, pequena, um beijo, te adoro", eu penso.. Arrá!!!! Pra cima de muá, mermão??? Tá me tirando de comédia??? Tá achando que vou pra aí me dar ao desfrute com o cara que me dispensou, simpatia???? Tá achando que uso ácido?

Passam alguns minutos e eu penso... que besteira. Se eu ficar aqui, não vou fazer porra nenhuma. Se eu for, vou sair, bater papo, dar muita risada com ele, como a gente faz por telefone e me dá aquela vontade de estar cara a cara com ele... A gente vai tomar umas cachaças, beber, cair e levantar e depois até dar uns beijos, e vai rolar muito sexo, hummmmmmmm. E depois, eu vou voltar pra casa com a cútis linda, preparadérrima pro carnaval.

E também, se eu não for, vou ficar pensando em como seria se eu não tivesse ido. Como seria? Será que não era a oportunidade?

Oportunidade pra quê? O cara mora onde judas perdeu as botas, corre até o risco de pegar uma malária se a gente chegar a trocar cartas, um mosquitinho vir dentro do envelopinho.

Mas ele é tão bacana, nunca foi sacana comigo, ele tinha o direito de terminar comigo, a gente morava longe mesmo, não ia dar certo...

Ué, mas e aquelas mensagens apaixonadas que ele mandava depois de terminar e depois se fazia de desentendido? Não foi sacanagem não? Foi sacanagem das mais puras, sua jega.

Toca o nome dele no meu celular. Eu tremo toda. Vejo a foto dele no orkut.. nhééé, nem tô aí.
Prima Lôra disse que se eu tô em dúvida é por que não quero. Quero o que?

Deu pra perceber que tô confusa, né?? Sabidinhos. Eu não sei se caso ou compro uma bicicleta.
Ou se compro umas cervejas pro fim de semana ou uma passagem da TAM.

Uni du ni tê, sa la mê min guê...